A obesidade no trabalho deixou de ser apenas um tema de saúde — tornou-se, além disso, um fator estratégico que influencia custos corporativos, produtividade, absenteísmo, engajamento e o desempenho do negócio. Segundo esse cenário, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade, e a projeção global indica que, até 2035, 51% da população estará acima do peso. Dessa forma, para empresas, isso significa algo simples e objetivo: cuidar da saúde dos colaboradores é cuidar do resultado.
Quando falamos de obesidade no ambiente corporativo, estamos falando de risco metabólico, aumento de afastamentos, maior uso do plano de saúde e menor energia diária. No entanto, a boa notícia é que esse cenário pode mudar — e mudar com retorno financeiro claro.
Índice
ToggleO custo da obesidade para empresas e para o Brasil
Um estudo publicado na revista Nutrition & Diabetes (2024) estimou que a obesidade gera US$ 347,5 bilhões por ano em custos às empresas dos Estados Unidos, considerando despesas médicas diretas, absenteísmo, presenteísmo e invalidez³. Além disso, o custo médio por colaborador com obesidade chega a US$ 6.472 anuais.
O mesmo estudo demonstra que reduções pequenas já geram impacto relevante:
• Redução de 5% do peso = economia de US$ 153,3 bilhões em cinco anos;
• Redução de 25% = economia estimada acima de US$ 326 bilhões.
No Brasil, o cenário é igualmente alarmante. O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que a obesidade custe mais de R$ 70 bilhões por ano, associada ao uso de planos, hospitalizações e perda de produtividade. Um segundo levantamento, mostra inclusive que o excesso de peso impacta de forma crescente o orçamento do sistema público de saúde, com gastos anuais estimados em R$ 1,5 bilhão apenas com condições associadas ao sobrepeso e obesidade.
Ou seja, obesidade no trabalho não é apenas problema clínico — é impacto financeiro direto e crescente.
O papel estratégico da empresa: de benefício a investimento
Empresas que enxergam saúde como investimento e não como benefício isolado saem na frente. Isso porque obesidade no trabalho afeta energia diária, produtividade das equipes, moral organizacional e uso de serviços assistenciais.
Quando a empresa estrutura programas de cuidado contínuo, ela observa avanços como:
- Redução de custos e sinistralidade;
- Menos afastamentos e consultas de urgência;
- Colaboradores mais ativos, produtivos e engajados;
- Cultura interna fortalecida e clima mais saudável.
Prevenção não é custo extra — é proteção do negócio e ampliação de resultado.
Como agir na prática — o que a ciência já sabe
A literatura científica é consistente em mostrar que resultados sustentáveis surgem quando o cuidado é multidisciplinar, contínuo e orientado ao comportamento.
Um estudo com 35 participantes publicado no Journal of Human Nutrition and Dietetics demonstrou que programas envolvendo nutricionista, psicólogo e educadores físicos geraram redução de IMC, diminuição de gordura corporal, aumento de massa magra e melhoria de padrões alimentares. Ademais, as pessoas consumiram mais frutas e vegetais, reduziram açúcares e relataram aumento de bem-estar.
Outro indicador importante vem da Obesity Reviews, que reforça: sem acompanhamento contínuo, parte dos participantes tende a regredir. Portanto, isso significa que empresas que desejam impacto real precisam ir além de ações pontuais e palestras isoladas — o que funciona é consistência, monitoramento e suporte guiado.
Metodologia Vital Working: saúde que se sustenta e gera valor
Na Vital Work, atuamos com a Metodologia Vital Working, que une ciência, comportamento e negócios. Nosso modelo foi desenvolvido para transformar indicadores de saúde em indicadores de resultado para a empresa.
O programa é estruturado em três frentes principais:
- Mapeamento e inteligência de dados
Identificação de riscos metabólicos, comportamentais e nutricionais da população para direcionar estratégias. - Acompanhamento multidisciplinar contínuo
Intervenção com nutricionistas, psicólogos, educadores e conteúdos aplicáveis ao dia a dia. - Monitoramento com indicadores reais
Relatórios periódicos que mostram evolução clínica, comportamental e impacto financeiro para o negócio.
Não cuidamos apenas do sintoma. Mudamos o comportamento e sustentamos o resultado.
Case Vital Work — seis meses, resultados medíveis e vidas transformadas
Em um programa de obesidade desenvolvido em uma empresa do setor financeiro, acompanhamos 15 colaboradores ao longo de seis meses. Dessa maneira, o protocolo incluiu consultas mensais de nutrição, sessões semanais de psicologia e acompanhamento médico periódico.
Resultados alcançados:
- 93 kg reduzidos no total
- Média de 6 kg por participante
- Redução de 4,5 cm de circunferência abdominal
- Normalização metabólica (pressão, glicose, colesterol) em 9 pessoas
- Redução de esteatose hepática em 3 participantes
- Queda de 2,95% em uso de pronto-socorro
Além dos indicadores clínicos, o relato que mais se repetiu foi: voltei a ter energia para viver. Porque resultado financeiro importa, mas resultado humano sustenta a mudança.
Obesidade corporativa é custo, é risco e é oportunidade. Por isso, empresas que agem agora reduzem gasto assistencial, aumentam produtividade e constroem um ambiente mais saudável, engajado e sustentável.
Saúde gera valor. Valor sustenta resultados.
A Vital Work ajuda sua empresa a transformar cuidado em estratégia. Vamos conversar?